quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Israel: terrorismo regido pela lei mosaica.

Desde o final do ano passado estou abismado com o que vem acontecendo na Palestina e o interminável derramamento de sangue (principalmente do lado árabe).
Muito me admira que Israel, um Estado surgido dos escombros do holocausto judeu na II Guerra Mundial, aplique aos palestinos tratamento semelhante ao que receberam os judeus europeus durante o governo de Adolf Hitler (1932-1945).
A verdade, que quase ninguém tem coragem de falar, é que Israel não passa de uma organização terrorista com muito dinheiro para gastar e exércitos bem treinados.
As atitudes israelenses são análogas a dos grupos que tentam combater, vitimando alvos civis, nenhum respeito ao direito de guerra, dentre outras atrocidades que muitas vezes não chegam sequer ao conhecimento da imprensa.
Hipocrisia maior ainda é Israel receber apoio de muitos países, tal como os EUA que prestam endosso incondicional a todos os atos execráveis cometidos por Israel a título de 'medidas de segurança', isto é inaceitável.
Absurdo também é a postura da ONU que não consegue se impor nem ao menos para o estabelecimento de ajuda humanitária na região que é impossibilitada pelo exército israelense.
De que serve o 'poderoso' conselho de segurança? Por certo para garantir intervenções militares onde existam riquezas a serem dilapidadas, tais como no Kosovo que, por trás da intervenção 'humanitária' de 1999, na realidade existiu a tentativa de preservação dos US$ 5 bilhões em minérios existentes no subsolo de lá.
A bem da verdade, o povo palestino não a quem recorrer, a não ser rezar a Deus para sair vivo dos brutais ataques do terrorismo oficial do Estado de Israel.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Notas de um final de semana sensacional...



Bem, tô vindo aqui uma vez mais no blog não pra falar dos assuntos que trato usualmente, mas, pra falar da minha vida que ultimamente tem andado muito mais colorida e com cores bastante fortes (tudo por causa da moça da foto acima).
Meu final de semana foi perfeito, fiquei a semana toda pensando em como ele seria, o que faria, o falaria, como agiria... mas, final foi tudo maravilhoso.
Dá pra notar que foi um final de semana (domingo, para ser mais exato) de reconciliação, conversa e de matar as saudades de uma pessoa muito amada e especial.
Não tenho palavras pra dizer o que essa mulher representa na minha, visto o grande papel, a natureza especial a mesma tem... é difícil falar sobre sentimentos...
Mas, deixo o registro que estou muito feliz, como há muito não me sentia, contente e sei que tenho um grande desafio pela frente.
No mais, vou ficando por aqui...


domingo, 14 de dezembro de 2008


Muitas vezes durante minha vida me perguntei até onde chegaria a estupidez humana, o quanto a percepção humana poderia ser limitada. Hoje eu vejo que, ironicamente, sou a prova viva da forma como uma pessoa pode reunir as piores qualidades.
A moça acima, é o amor da minha vida, a amo, de verdade, mas, por meio de uma percepção falsa da realidade, fui egoísta, mesquinho, magoei-a e perdi um amor que poderia ser eterno...
Como acredito que nunca é tarde para tentar corrigir os erros (vide o 'conto de natal' de Charles Dickens) estou tentando fazer de tudo para reconquistá-la.
Estou aqui dizendo que fui um idiota, passei por cima de seus sentimentos, mas, não houve um só dia que tenha deixado de pensar em você, que não tenha me arrependido e que nã tenha tido vontade de voltar no tempo e desfazer tudo, tudo, tudo...
Por aqui peço, tenta acreditar em tudo que eu falo, quero muito te fazer feliz, independente de qualquer coisa já que, como você disse, não só as cicatrizes ficaram, você ainda guarda boas lembranças de nós... então vamos, me perdoa por favor e vem ser feliz comigo...

amo você Diara!

sábado, 8 de novembro de 2008

Yes, we can?



Bem, ele foi o assunto da semana, tinha decidido não escrever nada sobre Barack Obama, mas, não resisti à tentação.
Acho que não consegui resistir a esta tentação tanto pela importância do tema quanto pelo estupor que me causou ontem, ao ir ao trabalho e, no caminho do escritório ver aqui em Recife pixações exultando Obama (em geral as pixações sempre descem o 'sarrafo' nos presidentes dos EUA).
Desde o início da campanha Obama foi tratado como um fenômeno (mesmo quando ainda não era candidato oficial). O fenômeno foi tão grande que nunca tinha visto uma eleição dos EUA dar tanto pano para manga na mídia brasileira.
A eleição de Obama é tratada como uma nova fase na democracia dos EUA, uma luz no fim do túnel e outras expressões dramáticas. Tudo bravatas, não considero a eleição de Obama como algo tão significante, os EUA não vão mudar do dia para a noite, não é porque ele foi eleito que a superpotência intervencionista e opressora vai mudar e, por exemplo, vá perdoar as dívidas dos países africanos das quais são credores.
Não considero a eleição de Obama como algo muito diferente da eleição de Clinton ou da eleição de Lula em 1992. Primeiro de tudo, a eleição dele não foi uma vitória da democracia. Tratam o Obama como se fosse um pobre coitado saído do nada que, decidindo num repente candidatar-se ao cargo de presidente dos EUA num golpe de sorte hoje é o homem mais poderoso do mundo (é assim que a imprensa o vem tratando).
Muito pelo contrário, Obama é um americano típico, não teve de lutar contra a pobreza ou algo parecido. A eleição de Obama é fruto de um bom planejamento, reunião de boas propostas, um bom discurso diferente do republicano ouvido por 8 anos e que causou um desastre na única superpotência global e, consequentemente, no resto do mundo.
Claro que ele tem seus méritos, isto não pode ser negado, ele tem uma retórica fantástica, sabe o que o povo americano quer ouvir, sabe atacar os pontos fracos republicanos e sabe explorar bem pontos que são negligenciados por governos anteriores a ele como a questão ambiental, imigração e tentar finalizar uma guerra impopular que aumenta o défict público.
Enfim, como em toda democracia ocidental, Obama venceu não por suas origens ou por seus méritos, ele venceu sim porque teve um melhor planejamento de campanha, o melhor discurso e, priincipalmente, ele tinha muito dinheiro para gastar em campanha.
Obama não vai ser o Jesus do século XXI, muito pelo contrário, ao chegar na casa branca algumas decisões que ele terá de tomar no início do mandato vão decepcionar muitas pessoas, mas, antes de qualquer coisa, não é salutar nutrir expectativas tão grandes e tão boas sobre ele, afinal, antes de qualquer outra coisa ele será o presidente dos EUA.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Buena Vista Social Club


Desde 1998 o Buena Vista Social Club me intriga, tanto que sou se fã incondicional e confesso, sem nenhum arrependimento.
O documentário dirigido por Wim Wenders (Paris, Texas) é genial, mostra o cotidiano do projeto musical capitaneado por Ry Cooder.
A idéia foi simples, sem intenções comerciais, mas acabou sendo um grande sucesso. Ry Cooder teve a idéia em 1996 de gravar um disco com alguns dos maiores nomes da música cubana do século XX: Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Ruben Gonzales, Elíades Ochoa, Omara Portuondo.
O projeto, por si só teria sido ótimo mesmo se tivesse dado prejuízo, pois, resgatou do ostracismo grandes artistas de uma Cuba que fervilhava de cultura antes de 1959. Por exemplo, Ferrer, antes ds gravações, trabalhava como engraxate nas ruas de Havana.
Mas, felizmente, o projeto conseguiu alçar os participantes à qualidade de mega astros da constelação musical mundial, mostrando que na Ilha da América Central não existe apenas Fidel e opressão.
Esta semana venho me deliciando com o álbum Live at Carnegie Hall o qual comprei há poucos dias.
Só tenho uma palavra para definir o álbum: SOBERBO! Com uma apresentaçao histórica na maior casa de concertos musicais dos EUA, foi uma mostra de como a arte pode sobjulgar a política e como pode a música cubana - não sem muito trabalho - pôde fazer com que muitas pessoas esquecessem o embargo americano ao país 'comunista'.
O álbum é fantástico, lindas músicas executadas por lindas vozes, não tenho como descrever a beleza de músicas como 20 años cantada por Omara Portuondo, dos gardenias cantada por Ibrahim Ferrer ou Y tu, que as hecho? Cantada pelo meu predileto, Compay Segundo.
deixo a recomendação, vale conferir este álbum - que para mim foi um dos melhores projetos musicais dos anos '90 - belíssimo que mostra como a beleza da arte pode fazer que esqueçamos uma vida toda de sofrimento.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Perdoar sim, esquecer jamais...

É com esta frase do ilustríssimo sociológo alemão Jürgen Habermas que faço a abertura deste post. O mesmo foi modelado após troca de mensagens com Sara, uma amiga de Valência.
É normal que com o passar dos anos movimentos revisionistas tentem estudar novamente certos fatos acontecidos no passado, principalmente quando falamos da história. Todavia, ultimamente temos passados dos limites do revisionismo histórico em muitos pontos.
Atualmente vários países inseriram este revisionismo nas escolas e faculdades. O exemplo mas claro disto é o fato de que na Inglaterra negar o Holocausto judeu deixou de ser crime e na Espanha o revisionismo histórico vem tentando ocultar os acontecimentos de um dos períodos mais negros de sua história, a ditadura franquista (1939-1975).
Dos revisionismos, considero o do Holocausto mais perigoso. Não há nenhuma dúvida que o mesmo tenha acontecido, negar um acontecimento que vitimou milhões de pessoas seria tentar tapar o sol com uma paneira, aliás, uma peneira gigantesca.
Diante do farto material probatório existente sobre o Holocasto (fotografias, depoimentos pessoais, campos de concentração, processos judiciais, imagens) nega-lo seria abrir espaço para que um acontecimento nefasto como este acontecesse novamente.
A importância da lembrança é justamente esta, fazer com que as gerações futuras lembrem-se do Holocausto judeu, do extermínio dos amênios, do apatartheid, da limpeza étinica da Iugoslávia, do extermínio dos indígenas americanos, dos aborígenes australianos e façam o possível e o impossível para que fatos negros, que fazem o ser humano envergonhar-se de si mesmo nunca mais se repitam, em nenhuma hipótese.
O revisionismo vem ganhando tanta força nocenário internacional que até chefes de Estado o tem apoiado (como é o caso do Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã). Na minha modesta opinião, a coroação do revisionismo histórico é o processo de beatificação do Papa Pio XII ter sido aberto pela congregação para a causa dos santos no Vaticano, ou seja, o homem que fechou os olhos da Igreja para o massacre de milhões de judeus pode vir a ser declarado como 'santo' por uma das instituições mais ifluentes do ocidente.
Em suma, o revisinismo não pode triunfar, uma vez mais, perdoar sim, esquecer jamais!

domingo, 5 de outubro de 2008

Constituição Federal, 20 anos

Essa semana é muito significativa para a história jurídico-política do país, esta semana estamos comemorando - seria esta a palavra correta - os 20 anos de nossa atual Constituição.
Ao pensar na nossa Carta Política acho sempre interessante fazer uma reconstrução histórica do processo que plasmou a mesma. A Constituição Federal de 1988 é a oitava da história e a sétima republicana, sendo que, posso classificar a de 1988 como a mais significativa em termos democráticos e de envolvimento da população na época de sua assembléia nacional, isto é muito significativo num país onde os principais fatos políticos passaram despercebidos da grande parte da população que assistiu 'abobalhada' o desenrolar de ações que influenciaram suas vidas escanteadas.
A importância desta nossa Constituição deve-se ao fato de a mesma encerrar um ciclo ditatorial iniciado em 1964 com a tal 'revolução' iniciada pelos militares que se transformou em mais uma das ditaduras sulamericanas financiadas financeira e estruturalmente pelos EUA e pela CIA.
Como o próprio Ulysses Guimarães falou no momento de sua promulgação ao fim dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, aquela era a 'Constituição Cidadã', o 'Documento da Liberdade', todavia, posso afirmar que foi mais uma ótima idéia brasileira que não deu certo.
A Constituição original era um 'espetáculo', um rol muito abrangente de Direitos Fundamentais, o princípio da dignidade da pessoa humana como idéia basilar de nosso ordenamento jurídico foi algo fenomenal, a própria ordenação da parte econômica da Constituição era incrível o que tornava o Brasil materialmente uma social-democracia sem formalmente declará-lo.
Entretanto, em menos de 20 anos, tudo foi destruído.
Não que a administração de Lula não tenha sua parcela de culpa, mas, a administração de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) foi desastrosa em termos constitucionais. O outrora senador que fez um brilhante discurso em 1982 que inciou os debates sobre a necessidade de remoção do 'entulho autoritário' daditadura militar por meio de sucessivas emendas constitucionais retalhou a boa Constituição que não tinha nem 10 anos de vigência.
Das descontruções (não no sentido derridaniano) feitas por FHC encontram-se o 'golpe branco' que foi a Emenda Constitucional da reeleição e, em especial, o desmonte do capital estatal possibilitado pelo Programa de Desestatização da Economia Nacional que promoveu a revogação da Constituição que abordava a ordem econômica (que era um dos destaques mundiais, um primor dos legisladores brasileiros) e possibilitou a venda da Telebrás, Vale do Rio Doce e outros complexos da economia estatal. Inclusive, o projeto de privatização da economia nacional possibilitou o fortalecimento de dois personagens que atualmente estão aparecendo muito na mídia: Daniel Dantas e Gilmar mendes. O primeiro enriqueceu com as privatizações e pode gerenciar alguns fundos de pensão por meio dos contatos de seu grupo financeiro (o Opportunity, nome apropriado, não acham?), quanto ao Gilmar Mendes, na época do projeto o mesmo era Advogado-Geral da União, ou seja, acessor jurídico da Presidência da República, resumo da ópera, Gilmar conseguiu desembaraçar juridicamente o projeto que era alvo de diversas ações no poder judiciário, Gilmar é uma pessoa inteligentíssima e, tendo conseguido desembaraçar o projeto, como recompensa, no fim do mandato de FHC foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Mas, problemas legislativos não são os únicos enfrentados pela nossa Constituição. Há um problema mais grave, desta vez de ordem sociológica que podemos observar em todas as leis em nosso país, mas, em especial em nossa Constituição: a mesma não tem força para impor-se frente a sociedade.
Estes são os grandes desafios da Constituição nos próximos anos, o fortalecimento de sua força normativa e não perder definitivamente o espírito o qual estava revestido em fins da década de 1988: a liberdade, a democracia e a dignidade.